terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Arte

O poder revolucionário da arte, em todos os sentidos, sejam através da música, da interpretação, da poesia, do ato de viver, pode mudar o mundo.
Quando falamos de arte, de viver de arte, as pessoas falam que somos loucos. Como se vive assim, trocando o dia pela noite, escrevendo coisas absurdas fora da realidade e se relacionando com pessoas tão diferentes e estranhas?
Simples, basta ter um pouco de sensibilidade...
Mas quando falo de arte, não é aquela arte em si, aquela que todos pensam ser coisa de gente maluca, é a arte que todos nós fazemos, todos os seres humanos da terra fazem  - A arte de viver – O fato de viver já é uma arte, a maior, aquela que escrevemos todos os dias quando acordamos.
Somos felizes, tristes, fazemos o que gostamos e também o que somos obrigados a fazer.
Precisamos estudar para sermos alguém na vida ( pelo menos é o que todo mundo diz) , precisamos trabalhar para sobrevivermos, pois precisamos do maldito dinheiro para comer, dormir, hoje em dia precisamos do dinheiro para viver, ( meio de sobrevivência imposto pela sociedade).
Acordamos e desde esse momento, até quando vamos dormir é arte...
Então não pode ser dito que somos loucos, somos apenas seres humanos, tentando unicamente SER.
Fazemos a arte de comprar, estudar, trabalhar, amar, tentar respeitar, e conjugamos tantos outros verbos o tempo inteiro de nossas abençoadas vidas.
Agora se mesmo assim você ainda pensa que eu sou louca, basta prestar atenção no que você está sentindo agora... isto é arte.

Silene Morigi

domingo, 26 de setembro de 2010

A ESCALADA

Vamos entrar neste mundo
O mundo que inventamos
No dia que nos conhecemos
Adentrar o inimaginável
O imperfeito efêmero do nós
O incerto do eu
Mundo feito de areia
Aonde treinamos o desapego
Tentamos não nos importar com nada
Queremos mostrar pra nós mesmos
Que isso tudo é normal
Que a vida é normal
Que os sentimentos são controlados
Pura inocência...
De dois seres movidos absolutamente pela emoção
Somos poetas da vida
Tentando não entender o óbvio
Não enxergar que estamos nos perdendo
E ao mesmo tempo nos ganhando
Dentro do eu, que está em  nós
Podemos cair de cabeça neste mundo e aceitar os desafios
Ou simplesmente não
Parar com tudo e seguir mundos individuais.
E agora?






Silene Morigi

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Surgir



Rosto
Olhos
Voz
Cheiro

Peito
Ser
Perfeito
Anseio

Dúvida
Certeza
Incerta
Desconfio

Luto
Busco
Procuro
Acredito

Nasce
Cresce
Floresce
Amanhece

E tudo vai surgindo...
E tudo vai surgindo...



Silene Morigi

Game over



Pensamentos soltos se misturam ao sono acumulado
Tento por em ordem alguns que acredito estarem mais claros
Em vão,
Neste momento minha mente está um caos!
Sono,
Já é tarde, tão tarde que já é noite,
Noite insone, manhã insone, tarde disperta
Obrigações diárias de sobrevivências
Não podendo ser adiadas,
Pelo simples fato da necessidade.
Estou aqui, viva, ou pelo menos tentando...
Meus olhos estão pesados...
Pesados...
Não sinto meu corpo
Não sinto a minha mão, que guia a caneta
Ela simplesmente desliza pelo papel branco
Sobre o balcão de madeira
Como se estivesse dançando
Movimentos circulares e sincronizados
E meus ohos acompanhando esse movimento, pesam...
Acho que nunca desejei tanto aquela arena
A arena de luta dos Deuses do Sono e dos Sonhos
Contra os Deuses da Ansiedade e da Euforia
Hoje eu quero aquele lugar
Deitar, fechar os olhos
Desligar minha capacidade de pensar
Meu corpo e minha mente precisam
Dormir... Simplesmente dormir!



Silene Morigi

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Reescreva-me poeta

O meu amor preenche o vazio entre todos os átomos
Meu amor é a liga que funde a matéria
Meu amor não quer nada...
Meu amor partiu e isso não vai mudar.
Sou casada com a espera.
Nas horas que me tornam uma insone
Não aguento mais o silêncio,
O vazio da expectativa,
A "certeza" do nada por vir.
A cidade ao meu redor, esquece de mim!
Acordei de manhã cedo
A induzir sentimentos intensos
Fiz a introgeção de normas e valores,
Perante isso tudo que me sufoca.
Tentei equilibrar meu ego com meu super
Trabalhar com o consciente do equilibrio
Pois bem, entre!
Alegria - Euforia
Tristeza - Depressão
Não sou uma boa poeta
Mas rescreva-me!
Não deixe que eu vá, nas águas verdes dos meus olhos,
Não terei nada que não seja a morte.


Silene Morigi

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Nosso Tempo - Chicas


Pena nem poder falar
Esse amor não tentar
Se só começo a pensar
Quero poder encontrar
Teu rosto entre as mãos, acalmar meu coração
Dor não vai calar
Me dói saber, nosso tempo não virá
Peço poder te dizer
Do sabor que é você
Segue meus dias sem paz,
Antes de você, tão iguais
Ah como é bom te viver
Só lembrar faz bem demais, não quero esquecer
Que é sempre sim, os dias eu e você
Tanto que sei e nem sei dizer
Seu abraço é minha casa que não vou ter
Corro o mundo triste sem você
Mas deixo ir, que é pra ver seu sol nascer
Levo comigo e não vou deixar
A lembrança desse seu sorriso pra mim
Sei que o nosso amor vai bem no fim
Então porque essa vida faz assim.


OBS: Nina, obrigada por me apresentar essa musica.... simplesmente lindaaa!!! Viva as Chicas!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Impossivelmente possível



Já nos conhecíamos, mas não sabíamos
Eu já tinha te visto
Talvez você não
Nos olhamos algumas vezes
Até que alguém nos apresentou.
Mantive distância, você também
Achei você interessante
Você, eu não sei o que pensou
Chegou a hora
A hora que o destino colocou nossos olhos perto
Tão perto que pude notar
O que de longe eu não notava
Como eles eram lindos
Não aquela beleza que todos veem
Mas aquela que so se vê
Quando se está bem "perto".
Não, não nos beijamos
Mas falamos bem baixinho
Não podiamos falar mais alto,
Cochichamos...
E eu desviei o olhar uma centena de vezes
Eu não podia
Você não podia
Nós não podíamos.
Engraçado
Como isto ficou na minha cabeça
Fiquei pensando nos seus olhos
Parecem até de boneco
Sei que você também ficou pensando
Eu percebi o quanto você estava incomodado.
Nem sempre o amor está nas coisas prováveis
As vezes está no impossível
Podemos fazer o impossível virar provável.
Mas por enquanto, foi só um sonho.



Silene Morigi

Srta. Insônia

No tic-tac e tic-tac do relógio
As horas passam
A noite já caiu e eu estou tão só
Venha musa do sono
Me leve para os braços de Morfeu
Antes que outros seres me levem...
Quero o pensamento solto
Quero deitar na cama
Não lembro de nada
Quero só a calma de quem consegue dormir.
Ninguém me escuta.
Ninguém me vê.
Mas so há sensações
O que procuro não é o entendimento,
Quero encontrar prazer na preguiça
E conseguir dormir... E de fato dormir.
Silene Morigi

Escrever pra quem lê


Noite insone
Eu não tenho escrito como antigamente,
Não que eu tenha deixado a poesia de lado
Não consegui
Simplesmente não consegui.
Queria escrever algo que causasse impacto
Não sei para que
Mas queria escrever algo neste sentido
Talvez para chamar a atenção
Talvez para chamar sua atenção
Por isso não consegui escrever
Será que os seus sentimentos não são suficientes?
Escrever o que eu sinto não é importante
A não ser que você se identifique.
O que aconteceu comigo, acontece com você?
Ou sou apenas eu que sinto isso?
Será que... Sei lá...
Melhor esquecer isso tudo
Vou me concentrar em outras coisas
Mas deu certo
Certo porque descobri que não perdi o jeito de escrever
O meu jeito de escrever
Só estava muito ocupada
Pensando...

Silene Morigi

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cama arrumada

Ponto.
Simplesmete ponto.
Quero uma vírgula,
De teu ponto de exclamação!
Onde estão as reticências...
(Que escrevestes entre parênteses). 
Aparentemente um temente
Frequentemente ausente
Mas de sonhos presentes
No pretérito imperfeito
Do presente e do futuro.
As sínteses verbais
De um poema
Força-me a interpretação
Farei a interrogação
Ironia ou não.
Separe as sílabas desse sentimento.
Se fores capaz
Toque as notas
E veja a minha aprovação
Deste estágio estou fazendo doutorado
Pois em máteria do coração
Perdi totalmente
Ganha sempre a emoção.
Silene Morigi

Espera

Pensa,
Escuta,
Fala,
Espera.
 
Música,
Saudade,
Sentimento,
Espera.
 
Gosto,
Gostoso,
Desgosto,
Espero.
 
Sedenta,
Lembrança,
Sorrisos,
Espero.
 
Esperta,
Correta,
Fascínia,
Espera.
 
Espera.
 
 
Silene Morigi

terça-feira, 7 de setembro de 2010

SONHO IRREAL

Tive um sonho


E você estava nele

Foi tão real

Que jurei ter acontecido



Eu fui ao seu encontro

Você ficou surpreso em me ver

Na verdade eu também

Pois nem acreditei que tive essa coragem



Quando vi estava em sua frente

Pensei logo,

O que eu estou fazendo aqui?

Achei que você não tinha gostado de me ver

Preparei-me para levar um “fora”



Mais não

Assim que o susto passou você me abraçou,

Que abraço bom

Que braços... seus braços me enlouquecem

São tão ternos, fortes, macios...

Abraço de matar a saudade.



Você me beijou...

Nossa... que beijo..

Pensei que o nosso primeiro beijo tinha sido o melhor

Não

Esse foi espetacularmente maravilhoso

Nossos lábios foram se envolvendo

Fui beijando seu lábio superior, depois o inferior

Descendo até seu queixo, seu pescoço

Indo até a sua orelha, beijando sua nuca

Sim, aquela nuca que eu adoro.



Você me abraçava com ternura

Passava as mãos suavemente sobre o meu corpo

Como se quisesse conferir cada pedacinho

Fui me sentindo mole

Minhas pernas ficando tremulas

Meus braços também

E minhas mãos eu já não controlava mais

Elas tinham vontade própria.



Estava pronta a me entregar

Na verdade já estava entregue

Você tinha o total controle sobre mim

Meu corpo não me pertencia mais

Ele pertencia a você

Pois ele espera você

Durante tanto tempo.



Você foi beijando o meu ombro

Descendo a minha blusa...

E eu virando o meu pescoço

Para te dar mais espaço

Fechei os meus olhos....



Acordei.

Com aquela sensação de que era real

Eu não sonhei

Isso aconteceu mesmo

Estava cansada, satisfeita, com aquela sensação...

Procurei você assustada

Aos poucos fui me situado

Pois por alguns segundos nem sabia onde estava

Era um sonho mesmo

As sensações que eu tive foram substituídas por outras

A de decepção, de insatisfação, de raiva

Pois até o meu subconsciente me engana

Me trapaça, me magoa

Como pude ter um sonho assim?

Porque fiz isso comigo mesma

Agora estou triste

Foi um sonho

Foi só um sonho.

domingo, 5 de setembro de 2010

Balada para a moça do mais belo olhar de vento

Tira desse olho verde
A crua beira de melancolia
Atira nesse pote a sede
E joga a rede ao que abomina, da mente

Nada se ergue no grão, ó menina
tudo se nasce em unção
E um é um só na lente
Quando não te filma.

Cortes, esperas e espetáculos
Te olham em teu salto
Triplo, imortal e amortecedor!

Amortece a queda
Pisa teu pé não na selva
E abre bem a janela
Pro teu ouro em cor.

Tantas tintas enfeitam teus cabelos,
Teus dotes e conselhos
A restaurar tuas ilhas!

E se te isola é de pranto
Pois já és do meu Santo
Quem dirá minha filha!

Olha esse verde olhar esmagado
Pela negação tão inútil da tua clausura.

Liberta este peito estufado
E deixa vir ar, e não fardo
Já tão empilhado em beco de rua!

Ria, menina do céu em seu passo
Que o mundo fará por onde merecê-la.

Até a estrela se esconde no claro
Reserva teus raios pra iluminar lua cheia!

Natália Parreiras.
www.sonatainsonse.blogspot.com
www.ressacadoversoseguinte.blogspot.com

sábado, 4 de setembro de 2010

Sensitivos

Quando ele nasceu
Uma estrela brilhou no céu
Veio ao mundo uma criança
Que estava destinada a plantar o amor.
Ele era lindo, de sentimento puro e verdadeiro,
Queria nos mostrar como éramos amados,
E como devemos amar uns aos outros.

Infelizmente nós não ouvimos,
Deixamos a oportunidades passar,
Não aprendemos nada,
Matamos o homem.

E agora? O que devemos fazer?
Destruímos a salvação do mundo.
Estamos colhendo, ódio, raiva, violência...
Onde está o amor?
Onde está a ordem?

Precisamos tentar encontrar o amor
Dentro de nós mesmos.
Acredito que ele ainda exista,
Mas está no íntimo da alma,
Vamos elevar nosso espírito ao amor,
Somente o amor salvará.


Silene morigi